Dirigentes do Templo da Serpente Negra

Duas trajetórias, uma responsabilidade: conduzir pessoas com estudo, presença e seriedade.

Sacerdotisa Lilith

Da observação na infância à construção de uma casa espiritual.

A conexão da Sacerdotisa Lilith com a espiritualidade começou por volta dos sete ou oito anos de idade. Sua mãe realizava consultas com o Baralho Cigano, e Lilith passava horas observando os atendimentos, desenhando as cartas e repetindo seus significados. Sua avó, espírita e médium, também exerceu influência em sua formação e carregava uma trajetória marcada pela fé, pela dedicação e pelo contato com diferentes lugares e experiências espirituais.
Aos 18 anos, Lilith decidiu participar de feiras e eventos esotéricos. Cercada por sacerdotes, sacerdotisas, ciganas e bruxas, enfrentou a insegurança de quem ainda pergunta se realmente pertence àquele lugar. A primeira consulta realizada em um evento mudou o curso de sua história. A consulente saiu satisfeita, recomendou o trabalho e novas pessoas começaram a procurar atendimento.
A partir dali, os atendimentos continuaram em eventos até que surgiu a necessidade de construir um espaço próprio para acolher aqueles que buscavam orientação e transformação.
Em 2011, nasceu o Templo da Serpente Negra, inicialmente conhecido como Ordem Mística Sara Kali, quando seus trabalhos estavam principalmente ligados à tradição cigana. Com o tempo, sua caminhada expandiu-se para a Bruxaria Tradicional, o Ocultismo, a Alta Magia e, posteriormente, a Quimbanda Luciferiana.
Sua formação passou pela Umbanda, pela Instituição Espiritualista Oriental, por um Coven de Bruxaria, por um Templo de Magia Céltica/Druídica e pelo culto tradicional afro de origem nigeriana. Cada etapa acrescentou conhecimento, disciplina e experiência à sacerdotisa que conduz o Templo atualmente.
Ao longo de mais de uma década, milhares de pessoas passaram por seus atendimentos, consultas, orientações, trabalhos espirituais, iniciações, pactos, acordos e rituais. Para Lilith, cada consulente possui uma história única e merece ser recebido com respeito, responsabilidade e dedicação.

Sacerdote Nahyra d’Lucifer

O legado do fogo, da iniciação e da ancestralidade.

O Sacerdote Nahyra d’Lucifer apresenta sua jornada espiritual como um caminho que exige coragem, disciplina e entrega. Há sete anos, dedica-se ao sacerdócio, ao estudo e à prática ritualística, compreendendo que um título não substitui o compromisso diário com aquilo que se escolheu viver.
Em 2019, foi iniciado na Quimbanda Luciferiana por meio do Templo da Serpente Negra. A partir dessa iniciação, aprofundou seu compromisso com o autoconhecimento, a evolução espiritual e a ruptura de crenças que limitam o crescimento humano.
Sua busca por conhecimento também o levou ao Culto da Chama Vermelha, corrente iniciática relacionada aos mistérios de Naamah e Lúcifer/Sammael. Nessa tradição, encontrou uma perspectiva voltada à soberania espiritual, ao domínio de si e ao equilíbrio das forças que atravessam a existência.
Ao longo do caminho, iniciou-se e aprofundou seus estudos na Bruxaria Evoriana, ampliando sua compreensão da Alta Magia, da Feitiçaria Tradicional e da relação entre o ser humano, a natureza e as forças invisíveis que formam as teias do destino.
Mais tarde, aproximou-se das raízes ancestrais africanas por meio do Culto Tradicional Yoruba — Isese Lagba. Nessa tradição, iniciou e fortalece sua relação com o Orisa Èṣù, compreendido como dinamizador dos caminhos e da comunicação, e com a tradição de Egungun, expressão sagrada da ancestralidade e da memória dos que vieram antes.
Hoje, busca integrar a força transformadora da Quimbanda Luciferiana, os ensinamentos das Chamas Negra e Vermelha, a profundidade da Bruxaria Evoriana e a sabedoria ancestral do Culto Tradicional Yoruba em uma prática coerente, fundamentada em estudo, disciplina e responsabilidade.
Para Nahyra d’Lucifer, o verdadeiro poder não está na imposição, mas na transformação. Não está no medo, mas no conhecimento. E não está em promessas, mas na fidelidade ao próprio caminho espiritual.
aAltar de rituais e consultas do Templo da Serpente Negra
Entender para Atender

A condução começa
antes do ritual.

aAltar de rituais e consultas do Templo da Serpente Negra

Conhecer a história, o momento e a necessidade de quem procura o Templo é parte da responsabilidade de atender. Os dirigentes não devem transformar a vulnerabilidade de uma pessoa em espetáculo, nem conduzir um processo sem que ela compreenda o que está sendo proposto.

A orientação espiritual exige escuta, fundamento e discrição. A prática ritualística exige ainda mais: compromisso, clareza e respeito aos limites do que pode ser compartilhado.

No Templo, a experiência dos dirigentes serve para conduzir, não para criar dependência. O objetivo é oferecer uma leitura e um caminho de compreensão para que cada pessoa possa se posicionar diante da própria vida com mais consciência.